Minuto 52, Estádio Nacional do Zimpeto. O gigante marcador electrónico do polo norte pisca, luzente, a destacar o nulo no marcador. Cláudio Macamo, 1º assistente, levanta a bandeirola na posição horizontal, em alerta a Simões Guambe, juiz principal, que rapidamente autoriza uma substituição.
A placa de substituição aponta em vermelho o camisola 11, em verde o 30. Saí, no Ferroviário de Maputo, Mário e, para o seu lugar, entra Uche.
Neste exacto instante e enquanto Mário caminhava em direcção à linha lateral, um pensativo Daúde Razaque sustentava o peso do seu queixo com dedo polegar de uma mão direita assente na outra, a esquerda, esta que por sua vez atravessava-o na fronteira do peito.
Três minutos mais tarde, um pontapé de canto a favor de quem ataca a baliza sul, ou seja, defendida pelo Desportivo de Maputo. Na sequência, Kito assiste o fresco Uche que, certeiro, faz o 1 a 0. O festejo? Um abraço a Daúde Razaque, como quem diz: obrigado mister, funcionou!!!
O resultado não mais alterou e a equipa por Artur Semedo terminava a somar, assim, a sua terceira derrota no que vai de cinco jogos para o Moçambola.
A jornada continua este sábado, 18 de Maio, com a disputa da partida entre o Maxaquene e o Clube do Chibuto, no campo do Afrin.