Tarde de quarta-feira, 15 de Maio. No campo do Costa do Sol, as duas colectividades entraram às cegas uma da outra, facto que obrigou o público a testemunhar um período de estudo entre ambas.
Cerca de meia-hora de jogo que, aos olhos de qualquer um, fez crer num aparente equilíbrio entre um sério candidato ao título e um estreante na prova máxima do futebol nacional.
Mas foi de grande penalidade, convertida por Chawa, que o Costa do Sol começou a impor a sua lei caseira. Estavam jogados 33 minutos da partida.
Galvanizada com a vantagem, a equipa canarinha aplicou-se em ataques continuados e, aos 44 minutos, ganha uma nova vantagem. A da superioridade numérica em campo, mercê da expulsão do guarda-redes do Baía de Pemba, Peter, por ter jogado a bola com a mão fora da sua área.
11 contra 10 e quatro minutos da expulsão de Peter: golo. Um bis de Chawa que selou em 2 a 0 as contas da primeira parte.
Eva Nga e as segundas partes
Na segunda metade do jogo, o Costa do Sol debateu-se com um dilema: gerir o resultado diante do inconformismo de Eva Nga, um avançado que, ao que se nota, vive de golos.
E foi nessa espécie de “chove-não-molha” que já ao apagar das luzes, Eva Nga devolveu, por fim, o sorriso no rosto ao anotar o 3 a 0 com que terminou a partida.
Um resultado que, para todos os efeitos, mantém o Costa do Sol imbatível no campeonato e líder do Moçambola2019, com um total de 10 pontos.