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Site oficial da liga moçambicana de futebol

2018-11-05

O campeão ainda mora em Songo

Festa. Folia. Romaria, música e muita animação marcaram o dia da consagração da União Desportiva de Songo como campeã nacional de futebol, edição 2018. Aliás, bi-campeão nacional, um título inédito para a história do clube.

O campeão ainda mora em Songo

“O campeão ainda mora aqui”. Foi o slogan que Songo explorou para dar as boas-vindas a todos aqueles que, durante o fim-de-semana, tornaram a pitoresca vila do distrito de Cahora Bassa, na província de Tete, um ponto de encontro do futebol moçambicano.

Tudo com o propósito de testemunharem um feito inédito na história de uma colectividade que, não sendo da capital do País, ganha pela segunda vez consecutiva uma competição nacional. Um momento e uma data cristalizadas na história de vida e obra do desporto-rei em Moçambique.

Em Songo esteve a nata do desporto nacional, liderada ao mais alto nível pela ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane, na qual fizeram também parte as direcções executivas da Federação Moçambicana de Futebol e da Liga Moçambicana de Futebol, o Conselho de Administração e colaboradores da empresa HCB-Hidroeléctrica de Cahora Bassa, membros dos governos provincial e local, individualidades desportivas, adeptos e populares.

E esse movimento pouco comum, naquela pacata vila, não era para menos.

É que, de facto, em Songo mora um clube campeão nacional. Uma poderosa União Desportiva metida entre as rochosas montanhas. Um bi-campeão com classe, grandeza e poderio que, em toda a regra, contrastam com a humildade que simboliza aquele ponto do País.

Apesar de preparada ao detalhe, animada sobretudo por músicos locais, a festa da consagração até não começou tão bem assim. É que tal como havia prometido, o Maxaquene não aceitou ser o bombo da comemoração. Dificultou a vida do Songo, intercalando a emoção do público nas bancadas com o silêncio.

A turma tricolor ganhou por 1 a 2, em pleno relvado da HCB. Mas nada - que se diga em abono da verdade - que estragasse o que já estava planificado e alinhado.

Aos 46 minutos, ou seja, no primeiro minuto da segunda parte, Mutong abriu o marcador, tendo Lau King, minuto depois, restabelecido a igualdade no marcador, reanimando as bancadas desse 27 de Novembro que voltou a entoar aquela que foi a canção de praxe: “campeão, bi-campeão! Campeão, bi-campeão...”

Mas porque ninguém fica indiferente numa partida de futebol, ainda que esta seja para efeitos de honra, João, que é tricolor, a três minutos do fim da partida voltou a gelar o público da casa ao apontar o tento que deu vitória ao Maxaquene. Um silêncio que, de resto, evaporou quando o troféu mais cobiçado do futebol moçambicano desceu para o relvado, no instante seguinte ao apito final do árbitro. E já tinha donos...

POR FIM, A FESTA DA CONSAGRAÇÃO

Enquanto os atletas, equipa técnica e o corpo gerente da UD do Songo perfilavam-se, no relvado, para o momento mais aguardado da festa, o quarteto de arbitragem, liderado por Estevão Matsinhe, recebia as tradicionais placas de honra das mãos do presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Júnior e do presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Ananias Couana.

De seguida, em marcha lenta, os vencedores do campeonato receberam as respectivas medalhas e faixas de campeões nacionais. Um momento que antecedeu ao mais aguardado do dia, no qual, das mãos da ministra da Juventude e Desportos, Nyeleti Mondlane, o capitão da equipa, Mucuapel, recebeu e ergueu o troféu que outorga a UD do Songo como bi-campeã nacional. Uma imagem acompanhada por uma chuva de papel e um fogo frio que deu vida à consagração.

O que depois se viu, fora daquele recinto desportivo, foi uma autêntica folia em rumaria pelas ruas de Songo, que só terminou com a realização da gala dos Campeões, organizada pelo clube e que contou com a presença, entre outras individualidades, da ministra da Juventude e Desportos, bem como do presidente do Conselho de Administração da HCB, Pedro Couto.