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2021-02-09

Chiquinho Conde: Do Chiveve para o mundo

Na retina de muitos ainda permanecemos “piques” colossais deste filho do Chiveve, que levaram ao rubro as multidões que viveram os momentos mais altos da vida dos Mambas.

Chiquinho Conde: Do Chiveve para o mundo

Começou nos locomotivas do Chiveve, jogando basquetebol e praticando atletismo. A sua afirmação em território nacional deu-se no Maxaquene.

Vem de uma família de grandes futebolistas, tendo cometido a proeza de actuar no CAN do Egipto, na mesma equipa com dois dos seus irmãos – Geraldo Elcídio – algo que, se juntarmos à prestação do mano mais velho – Orlando Conde, também internacional – é algo inédito no mundo da bola.

No pós-Independência, foi o primeiro craque a sair legalmente do país, com contrato assinado assinado com o Belenenses em 1987 para fazer uma dupla que se tornou célebre com o zairense Mapuata. Em terras lusas venceu a Taça de Portugal, no ano de estrada. O passo a seguir foi uma transferência para o Braga, onde permaneceu um época, antes de rumar para o clube e cidade onde se tornou um talismã, com três regressos: Setúbal.

O grande salto deu-se em 94, para o Sporting, pela “mão” de Carlos Queirós. Foi, então, convocado para actuar pela Selecção de África que defrontou a sua congénere europeia. Actuou ainda, já no ocaso da sua carreira, nos Estados Unidos de América.

PRESENÇA EM TRÊS CAN´s

Ele e Tico-Tico são os únicos Mambas que se podem orgulhar de ter marcado presença em três CAN´s e sempre com prestações largamente salientadas.

Pela sua trajectória é o futebolista moçambicano pós-Independência que chegou mais longe. Sporting, Setúbal, Tampa Bay (EUA) e Selecção de África, foram algumas das equipas que representou. Parecia ter uma “fada madrinha”, para os grandes momentos, mas a condição que fez sempre questão de cumprir foi: trabalho, muito trabalho.

Apesar da carreira pelo Mundo, colocou sempre num lugar especial a presença nos Mambas, a quem ajudou a dar glórias, como capitão e moralizador. Jogou pela equipa de todos nós 46 vezes, tendo marcado 12 golos.

Após o regresso à terra que o viu nascer é, seguramente, um dos mais reputados técnicos nacionais.



Bibliografia: Renato Caldeira, 40 anos Após a Independência, 2016

Extraido aqui: Estrelas de Moçambique (12) – Chiquinho Conde – Futebol